quinta-feira, 14 de outubro de 2010

BATALHA

BATALHA

Por Mithus Ohlavrac


Dor! Dor que perscruta o interior.
Poças de sangue são vistas ao longe,
Corpos putrefatos se esvaem.
O cheiro acre da podridão se pressente ao longe.

Animais de rapina alimentam-se daqueles que antes foram homens.
Semblantes vazios, retorcidos da dor da morte violenta.
Pontos de fumaça e fogo espalham-se pela região.
Mortos! Estão todos mortos!

Ninguém poderá contar, explicar,
O horror que ali imperou.
Momentos de terror, sangue e dor.
Gritos lancinantes, momentos de uma vida.

Confrontos ora individuais, ora entre escaramuças,
Alguns sentindo o prazer da vitória individual sobre o inimigo.
Alguns sofrendo a derrota, e a destruição de suas vidas.
Gritos impotentes contra um golpe certeiro que define o confronto.

Dor! Dor que perscruta o interior.
Poças de sangue são vistas ao longe,
Não há vida.
Ninguém sorri.

Planos de uma existência interrompidos,
Rostos joviais outrora cheios de vida, agora inertes, frios,
Batalha. Sim, houve uma batalha.
Quem ganhou? Quem venceu? Não importa,
Estes que jazem ao solo não se importam mais...

Nenhum comentário:

Postar um comentário